Rio de Janeiro / RJ - quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Aterosclerose

Doença que acomete as artérias de forma sistêmica, levando à obstrução progressiva das mesmas por depósito de gorduras em suas paredes, formando as 'placas de ateroma'. Essas placas de ateroma tem crescimento lento e progressivo, levando ao aparecimento e piora de sintomas decorrentes do déficit de circulação. Alterações súbitas nestas placas (trombose, embolia) levam a sintomas agudos como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral, com resultados muitas vezes catastróficos e irreversíveis.

É a principal causa de morte no ocidente. O local de maior acometimento das artérias varia entre os indivíduos. Por exemplo, se o acometimento das artérias coronarianas for o mais importante, os sintomas serão a angina de peito (dor no peito ao fazer esforços) ou o infarto agudo do miocárdio.

Os principais fatores de risco para o seu aparecimento são a idade, sexo masculino, dislipidemia (colesterol alto), tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes e história familiar.

A melhor forma de tratar a aterosclerose é prevenindo-a. Hábitos de vida saudáveis retardam o desenvolvimento das placas e previnem o aparecimento dos sintomas e suas complicações, aumentando consideravelmente o tempo e a qualidade de vida dos indivíduos. Desta forma, alimentação saudável, exercícios físicos, abandono do tabagismo e tratamento de doenças como hipertensão e diabetes são imprescindíveis para qualquer pessoa, principalmente para quem já sofre das consequências da doença.

Na grande maioria das vezes, o tratamento da doença aterosclerótica é clínico, com controle dos fatores de risco, tratamento das doenças subjacentes, antiagregantes plaquetários (AAS, Clopidogrel), e medicações para alívio dos sintomas. Portanto, o fato de exames complementares como EcoDoppler, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética evidenciarem as obstruções arterias não significa que as mesmas devam ser tratadas de forma invasiva. O tratamento conservador e o acompanhamento são as medidas de primeira linha.

Caso os sintomas estejam comprometendo a qualidade de vida do indivíduo, ou quando o grau de obstrução da artéria oferça riscos de complicações, como no caso da obstrução grave da carótida que pode levar a um AVC, a intervenção pode ser indicada.

Esta intervenção pode ser feita basicamente por cirurgia convencional ("remoção ditera da placa", "cirurgias de ponte") ou por técnicas minimamente invasivas endovasculares (angioplastia com ou sem implante de "stents"). A melhor técnica a ser utilizada depende da avaliação individual do caso pelo médico. Algumas vezes as diferentes técnicas utilizadas têm resultados semelhantes, e a escolha da técnica a ser empregada é definida pela experiência do médico e pela vontade do paciente.

Em resumo, deve-se adotar um estilo de vida saudável e, caso se desenvolva a doença, o acompanhamento médico é necessário. Nos casos que envolvem as artérias coronarianas, o cardiologista deve ser consultado, assim como o Neurologista deve conduzir a doença no território intracerebral. No restante das apresentações, o angiologista/cirurgião vascular é o mais indicado.

 

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