Rio de Janeiro / RJ - quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Aneurismas

O que é um aneurisma?

Consiste em uma dilatação localizada de qualquer artéria do organismo atingindo um diâmetro 50% maior que o normal. As causas podem ser várias, sendo a mais comum a degenerativa. Podem ser subdivididos em aneurismas da aorta, aneurismas periféricos, aneurismas viscerais e aneurismas cerebrais. Os últimos não são tratados por cirurgiões vasculares mas sim por neurologistas e neurocirurgiões. 


Aneurismas da Aorta

A aorta é a maior artéria do corpo humano. Se origina no coração e emite ramos para irrigação do cérebro, membros, medula espinhal e vísceras abdominais. Pode apresentar dilatação aneurismática em todo o seu trajeto, sendo o local mais comum o segmento abdominal.
Este tipo de aneurisma é a 15ª causa de morte nos EUA atualmente, e tem maior incidência em homens com mais de 50 anos de idade. Além da idade e do sexo masculino, outros fatores de risco são hipertensão arterial, história familiar e  tabagismo.
A rotura de um aneurisma da aorta pode levar ao óbito em mais de 80% das vezes, sendo que metade dos casos sequer chega ao hospital com vida. Para evitar esta catástrofe, os aneurismas devem ser identificados e tratados eletivamente. 
O diagnóstico pode ser feito através de exame físico e exames de imagem (ultrassonografia, tomografia, ressonância). Homens acima dos 60 anos devem ser submetidos a pelo menos um exame de restreamento, geralmente uma ultrassonografia, para descartar esta doença, que na grande maioria das vezes não apresenta sintomas. A dor abdominal e lombar são sintomas possíveis, e podem significar aumento da chance de rotura do aneurisma.
O tratamento pode ser conservador (observação) quando o aneurisma é pequeno e sem complicações ou quando o risco cirúrgico do paciente é muito elevado. Há indicação de intervenção caso o aneurisma ultrapasse o diâmetro a partir do qual o risco de sua ruptura é importante, e nos casos sintomáticos (dor, trombose, embolização).


As técnicas existentes atualmente são a convencional ("cirurgia aberta"), realizada através da substituição direta da região da aorta dilatada por um enxerto - figura 2, e a endovascular, menos invasiva, realizada através do implante de "endopróteses", geralmente pelas regiões inguinais (virilhas) - figura 3. Nesta última o risco cirúrgico é menor é a recuperação mais rápida, mas pode haver necessidade de posteriores reintervenções. Para se fazer uso da técnica endovascular, a anatomia do aneurisma deve ser favorável, ou seja, nem sempre esta técnica é possível.
Com a identificação e tratamento precoces dos aneurisma da aorta, a taxa de mortalidade cirúrgica pode ser inferor a 5%, o que justificou inclusive a campanha de conscientização realizada pelaSociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular no ano de 2014.


 Aneurismas Viscerais e Periféricos

Muito menos frequentes que o aneurisma da aorta, estes aneurismas tem características distintas, assim como indicações de tratamento variadas, podendo também ser conservador (acompanhamento), cirúrgico convencional ("cirurgia aberta") e cirúrgico endovascular (minimamente invasiva).

Os aneurismas periféricos, dos quais o mais comum é o da artéria poplítea (artéria que se localiza posteriormente aos joelhos), costumam ter como principal complicação a trombose e a embolização, eventos que podem causar a perda da perna no caso da artéria poplítea ou um AVC no caso da carótida. Alguns deles podem romper também, apesar desta apresentação ser mais rara. 

Os aneurismas viscerais são aqueles localizados nas artérias que irrigam os órgãos abdominais (baço, fígado, intestinos, rins etc), e assim como os aneurismas da aorta, podem romper e levar ao óbito por hemorragia interna. Na maioria são assintomáticos e o mais comum é o da artéria esplênica (artéria que irriga o baço).


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