Rio de Janeiro / RJ - quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Carótida

A carótida comum é uma artéria que se origina da aorta à esquerda e do tronco braquio-cefálico à direita e se divide no pescoço em carótidas interna e externa. A interna se dirige ao cérebro e é responsável pela irrigação dos seus lobos frontal e parietal (maior parte do cérebro, incluindo as responsáveis pelos movimentos e a sensibilidade dos membros e face), e da retina.

O local da carótida mais acometido por doença é o bulbo carotídeo (local onde a carótida comum se divide em interna e externa), e a doença mais comum é a aterosclerótica (vide tópico anterior - aterosclerose), sendo os fatores de risco os mesmos, assim como as medidas de prevenção. A externa emite ramos para irrigar a face e o pescoço.

Esta doença é responsável por aproximadamente 8% dos acidentes vasculares cerebrais isquêmicos (ocorridos por "falta de circulação no cérebro"). 

O AVC, por sua vez, é a terceira causa de morte nos Estados Unidos atualmente, e estudos mostram que aqueles que sobrevivem apresentam importante queda na qualidade de vida, proditividade e expectativa de vida.

Os sintomas do AVC são múltiplos, mas os mais comuns são a perda de sensibilidade e movimentos em uma metade do corpo e na face, sendo este última geralmente notada por um desvio da boca. Também podem estar associadas a perda da visão, da fala, da compreensão e da consciência, entre outros. Estes sintomas devem ser conhecidos e identificados por qualquer cidadão, pois o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento médico é um dos fatores mais importante para o resultado do tratamento. Muitas vezes a obstrução das carótidas causam estes sintomas de forma mais branda, com pouca duração (menos de 24 horas) e sem deixar sequelas ou imagens de isquemia cerebral aos exames. Este fenômeno é conhecido como Ataque Isquêmico Transitório (AIT), e apesar de não ser grave, sinaliza a iminência de um AVC grave subsequente.

Quando o grau de obstrução da carótida se torna importante ou é responsável por sintomas neurológicos, o tratamento deve ser instituído prontamente.

Este pode ser realizado de forma conservadora, com medicações como antiagregantes plaquetários e estatinas, e com controle rigoroso de doenças associadas como hipertensão, diabetes, dislipidemias e obesidade. O abandono do tabagismo é imprescindível. Em alguns casos é necessária a intervenção, para a qual existem a técnica convencional (endarterectomia carotídea - remoção cirúrgica da placa de ateroma), e a técnica endovascular (angioplastia de carótida com implante de stent).

O tipo de tratamento a ser realizado deve ser individualizado, e cabe ao médico, fazendo uso de seu conhecimento científico, bom senso e experiência, propor ao paciente o melhor tratamento disponível para o caso em questão.

Para quaisquer dúvidas, consulte seu médico. E nunca é pouco lembrar que a melhor forma de tratar as doenças vasculares é prevenindo-as, com hábitos de vida saudáveis. Portanto emagreça, pratique exercícios, alimente-se bem e não fume.

 

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